Os atrasos nas entregas dos Correios continuam gerando uma onda de reclamações em todo o país. Mesmo após a decisão judicial que determinou o retorno imediato dos funcionários ao trabalho, consumidores relatam que encomendas, cartas e boletos bancários permanecem parados nos centros de distribuição, semanas após as datas previstas para entrega.
O problema é reflexo de uma paralisação que ocorreu justamente no período de maior demanda logística do ano, entre o Natal e o Réveillon. Com a greve, a estatal deixou de priorizar o fluxo de fim de ano, resultando em um enorme acúmulo de carga. Além da questão trabalhista, a empresa enfrenta uma crise financeira delicada, com empréstimos bilionários e um orçamento pressionado por processos judiciais.
A situação é especialmente preocupante para quem depende da correspondência física para o pagamento de contas. Com o atraso na entrega de boletos, muitos brasileiros correm o risco de arcar com juros e multas. Especialistas orientam que os consumidores busquem alternativas digitais, como aplicativos e sites de credores, para garantir o pagamento em dia enquanto o serviço não é regularizado nacionalmente.
A capacidade operacional dos Correios segue sob questionamento, e ainda não há uma previsão exata para que o fluxo de correspondências seja totalmente normalizado em todas as regiões do Brasil.

