A Heineken confirmou o encerramento das atividades de uma de suas fábricas no Nordeste, o que resultou na demissão de cerca de 350 trabalhadores. O fechamento ocorreu de forma imediata e surpreendeu os funcionários, que haviam participado de um treinamento interno pouco antes da comunicação oficial.
De acordo com a empresa, a unidade foi considerada defasada do ponto de vista operacional, e a produção será transferida para outras fábricas do grupo, que contam com estruturas mais modernas. A medida faz parte de um processo de reorganização industrial adotado pela companhia.
Sindicatos que representam os trabalhadores afirmam que não houve negociação prévia nem esclarecimentos detalhados no momento das demissões. As entidades questionam a condução do processo e defendem a abertura de diálogo para discutir medidas que possam reduzir os impactos sociais da decisão.
O fechamento da fábrica afeta não apenas os funcionários desligados, mas também a economia local, incluindo fornecedores, prestadores de serviço e o comércio da região, que dependiam direta ou indiretamente da unidade industrial.
Até o momento, a empresa não detalhou eventuais ações de compensação ou programas de apoio aos trabalhadores demitidos. O caso segue sendo acompanhado por sindicatos e autoridades locais.

