O foguete Hanbit-Nano, desenvolvido pela empresa sul-coreana Innospace, foi lançado da Base de Alcântara (Centro de Lançamento de Alcântara – CLA), no Maranhão, marcando um importante avanço nas operações comerciais de lançamento de veículos espaciais a partir do território brasileiro.
Nesta segunda-feira (22), por volta das 22h13 (horário de Brasília), o veículo espacial Hanbit-Nano, de propriedade da empresa sul-coreana Innospace, foi lançado com sucesso a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A operação integra a chamada Operação Spaceward, conduzida em parceria entre a Innospace, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Agência Espacial Brasileira (AEB).
O lançamento representa a primeira missão comercial de um foguete colocada em órbita a partir de solo brasileiro, consolidando o Brasil no mercado global de lançamentos espaciais. O Hanbit-Nano tem cerca de 21,7 metros de altura e capacidade para transportar cargas menores para órbita baixa da Terra.
O veículo carregava um total de oito cargas úteis, incluindo cinco pequenos satélites e três dispositivos experimentais desenvolvidos por instituições brasileiras e indianas. Entre os satélites estão projetos de universidades como a Universidade Federal de Santa Catarina (FloripaSat-2A e FloripaSat-2B) e o Pion-BR2, um satélite educacional da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), além de experimentos tecnológicos.
O lançamento havia sido reagendado em razão de problemas técnicos identificados em componentes do foguete durante as preparações iniciais, o que prolongou a janela de lançamento prevista entre os dias 17 e 22 de dezembro.
A operação foi acompanhada por equipes brasileiras e internacionais e se insere em um esforço mais amplo de consolidação do CLA como plataforma competitiva para lançamentos comerciais de satélites e serviços espaciais, aproveitando a proximidade geográfica com a linha do Equador, que oferece vantagens orbitais para lançamentos.
O lançamento ocorre em um momento em que a participação do setor privado em atividades espaciais cresce globalmente, com o Brasil buscando ampliar parcerias internacionais e sua presença no mercado de serviços orbitais.

