O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que pode perder o passaporte diplomático após a cassação de seu mandato e disse avaliar alternativas para permanecer nos Estados Unidos, onde está há meses.
Após a cassação de seu mandato pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro comentou, em entrevista ao SBT News, neste sábado (20), sobre as possíveis consequências administrativas da decisão, entre elas a perda do passaporte diplomático.
Segundo ele, há a expectativa de que, após a notificação oficial da perda do mandato, seja necessário devolver o documento diplomático, emitido em 2023 com validade até julho de 2027. Eduardo afirmou ainda ter recebido informações de que não poderia obter, neste momento, um passaporte comum, o que o deixaria temporariamente sem documento brasileiro para viagens internacionais.
Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro mencionou a possibilidade de buscar alternativas legais para circular fora do país, citando inclusive a hipótese de requerer um passaporte de apátrida, sem detalhar como isso ocorreria.
De acordo com informações disponíveis no site da Câmara dos Deputados, o passaporte diplomático emitido em nome de Eduardo Bolsonaro consta como não válido após a cassação do mandato.
O ex-parlamentar também afirmou que a perda do cargo não deve impactar sua atuação política internacional. Segundo ele, os contatos mantidos no exterior não estariam vinculados ao exercício do mandato, mas a relações estabelecidas anteriormente, sobretudo em ambientes políticos conservadores.
Questionado sobre o cenário eleitoral de 2026, Eduardo Bolsonaro comentou a possibilidade de apoio da família à eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, destacando que sua contribuição se daria principalmente na articulação internacional.
Ainda na entrevista, Eduardo negou ter atuado em favor da imposição de tarifas contra o Brasil por parte dos Estados Unidos. Segundo ele, sua atuação se limitou a reuniões e contatos institucionais, sem ações de lobby econômico.
Eduardo Bolsonaro afirmou também que mantém contatos com autoridades e interlocutores estrangeiros, atualmente realizados principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, e que não tem feito deslocamentos frequentes a Washington.

