Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, preso preventivamente pelo feminicídio da estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos, morreu sob custódia do sistema penitenciário na manhã da última segunda-feira (12). O óbito foi registrado por volta das 8h53 no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, na capital paulista, e a ocorrência foi registrada como morte suspeita.
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O investigado estava internado na unidade desde setembro para tratamento de ferimentos autoinfligidos provocados logo após o crime, cometido em agosto. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico, que determinará a causa médica do falecimento.
Relembre o Crime e os Desdobramentos Jurídicos
O assassinato da universitária gerou grande comoção em Pindamonhangaba e no meio acadêmico regional:
- O feminicídio em Pinda: Na manhã de 10 de agosto, Lívia Berthoud foi perseguida e morta a tiros pelo ex-namorado ao sair de uma academia em Pindamonhangaba. A jovem cursa o último semestre de Direito na Universidade de Taubaté (Unitau) e estagiava no Tribunal de Justiça de São Paulo.
- Descumprimento de medida protetiva: A vítima já possuía medida protetiva de urgência contra o agressor e vinha sofrendo ameaças constantes, inclusive por meio de mensagens enviadas no campo de transferência do Pix após ter bloqueado o suspeito nas redes sociais.
- Extinção da punibilidade: Como Carlos Eduardo morreu antes do julgamento e sem condenação definitiva, o artigo 107, inciso I, do Código Penal estabelece a extinção da punibilidade do agente. Com a comprovação do óbito juntada aos autos, o processo penal contra ele será formalmente encerrado pela Justiça.

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