A mobilização em memória do estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, ganhou as ruas de Taubaté na noite desta quinta-feira (1º). Após se concentrarem em frente ao prédio do Bom Conselho, estudantes da Universidade de Taubaté (Unitau), médicos, familiares e moradores marcharam em direção à Avenida Independência, um dos principais corredores de tráfego do município.
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No local, os manifestantes aproveitam os momentos de sinal vermelho nos semáforos para exibir cartazes, faixas e entregar panfletos aos motoristas e pedestres que passam pela região. A ação busca conscientizar a população sobre o caso e cobrar celeridade e rigor das autoridades judiciais, após a concessão de liberdade provisória ao autor dos disparos.
Manifesto do Ato e Apelo à Sociedade
Durante a intervenção na Avenida Independência, os participantes distribuíram um impresso preparado por familiares e amigos do universitário com uma mensagem em defesa da memória de Bruno e pelo fim da impunidade:
“JUSTIÇA POR BRUNO
Sua vida não pode ser esquecida. Sua morte não pode ser em vão.
Bruno foi um filho amado, um esposo amoroso, um pai exemplar e um brilhante estudante de medicina.
Uma vida cheia de sonhos, amor e futuro, interrompida de forma brutal.
Hoje, sua família, seus amigos e todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo pedem: JUSTIÇA!
Contamos com o apoio da população para que sua história não seja esquecida e para que a justiça seja feita.
Que a memória de Bruno se transforme em união, esperança e luta por justiça.
Por Bruno. Por sua família. Pela Justiça.”

Repercussão e Andamento do Caso
A comoção tomou conta do meio acadêmico e da comunidade médica do Vale do Paraíba desde a confirmação da morte do jovem, ocorrida na manhã de quarta-feira (30) após um desentendimento de trânsito na Avenida do Povo. Bruno era casado e pai de um filho de apenas 2 anos.
O autor dos tiros, o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, teve a prisão em flagrante relaxada durante audiência de custódia na manhã de quinta-feira, sendo liberado sob o cumprimento de medidas cautelares, como a suspensão do porte de arma e a proibição de se aproximar da família do estudante. A Polícia Civil prossegue com as diligências do inquérito de homicídio qualificado.

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