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O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, foi colocado em liberdade provisória na manhã desta quinta-feira (1º) após passar por audiência de custódia na Vara Regional das Garantias, em São José dos Campos. O investigado havia sido preso em flagrante no dia anterior pela morte a tiros do estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, durante um desentendimento de trânsito na Avenida do Povo, em Taubaté.

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A decisão foi proferida pela juíza Glaucia Paiva, que indeferiu o pedido de conversão da prisão em preventiva sob o entendimento de ausência de elementos suficientes para a manutenção do réu em regime fechado nesta etapa inicial do processo. O acusado, que estava custodiado no Presídio Militar Romão Gomes, na capital, já deixou a unidade.

Medidas Cautelares Impostas e Afastamento Operacional

A concessão do benefício impôs uma série de restrições legais ao bombeiro militar para o prosseguimento das investigações sem interferências:

  • Restrições de circulação e contato: Marcos está proibido de se aproximar a menos de 100 metros ou manter qualquer tipo de contato direto ou virtual com familiares da vítima. Deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno aos fins de semana e dias de folga, apresentar-se bimestralmente à Justiça e não poderá ausentar-se da comarca por mais de 15 dias sem autorização prévia.
  • Suspensão de arma e alteração de função: O Poder Judiciário determinou a suspensão do porte de arma do investigado e notificou a Polícia Militar do Estado de São Paulo para que o servidor seja remanejado exclusivamente para tarefas internas administrativas.

Investigações e Despedida da Vítima

O crime ocorreu quando Bruno Hashimura seguia em seu Chevrolet Prisma prata para o campus da Universidade de Taubaté (Unitau) para realizar uma avaliação acadêmica. Após colisão e discussão com o motorista do Jeep Renegade preto conduzido pelo militar, o estudante foi atingido por disparos de arma de fogo. A perícia apura a ocorrência de ao menos cinco tiros de pistola calibre .380.

A defesa do militar sustenta a tese de legítima defesa sob a alegação de suposta reação a um objeto prateado. No entanto, a Polícia Civil ressalta que não foram encontradas armas de fogo com o estudante ou no veículo. Um canivete com cabo azul foi apreendido no automóvel de Bruno, mas sem registros de uso na cena do confronto.

O corpo de Bruno Hashimura foi velado no Campo das Oliveiras, em Jacareí, e sepultado no Cemitério Memorial do Vale sob forte comoção de familiares, colegas de graduação e docentes da Unitau.

bruno hashimura taubaté
Foto: Reprodução

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Posicionamento Editorial

O Portal Inside acompanha os desdobramentos judiciais e os laudos periciais sobre o assassinato do estudante Bruno Hashimura em Taubaté, reforçando o compromisso de trazer a cobertura jornalística completa, rigorosa e atualizada no Vale do Paraíba. Contato [email protected].

Bombeiro militar é preso em flagrante por matar estudante de Medicina em Taubaté


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Justiça concede liberdade provisória a bombeiro militar investigado por matar estudante de Medicina em Taubaté Contribua usando o Google
Igor Raphael Portal Inside

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, atual acadêmico de Direito na UNITAU, com atuação voltada à cobertura política e cotidiana do Vale do Paraíba e Nacional. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.