A greve dos servidores públicos municipais de Taubaté chegou ao fim na tarde desta quarta-feira (17). Em assembleia geral realizada após dezesseis dias de paralisação, os funcionários da administração municipal votaram pela aprovação de uma nova proposta econômica apresentada pelo Poder Executivo. O entendimento encerra o movimento paredista deflagrado no dia 2 de junho, que vinha provocando impactos diretos no atendimento de serviços essenciais nas áreas da saúde e da educação.
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O desfecho do impasse ocorreu após uma rodada de negociações técnicas realizada no período da manhã no Paço Municipal, onde a equipe econômica da prefeitura reformulou os índices anteriores. Os termos finais aprovados funcionaram como um meio-termo entre o teto orçamentário alegado pelo município e as perdas inflacionárias que vinham sendo cobradas pela categoria profissional.
Com a assinatura do acordo de encerramento do estado de greve, os trabalhadores do funcionalismo público municipal retomarão suas atividades normais nos postos de trabalho a partir desta quinta-feira (18).
Detalhes do Acordo aprovado e Ganhos Econômicos
A nova formatação jurídica do acordo modificou os prazos e os percentuais de reajuste que haviam sido rejeitados anteriormente.
- Reajuste Salarial: O índice linear foi fixado em 4,5% diluído ao longo das próximas folhas de pagamento. O parcelamento prevê a aplicação de 2,5% integrados na folha de vencimentos de dezembro de 2026 e os 2% restantes programados para março de 2028.
- Vale-Alimentação: O benefício mensal sofrerá um reajuste expressivo, saltando dos atuais R$ 502,50 para o valor de R$ 844,56. O início do pagamento do novo piso do auxílio foi estipulado para o mês de outubro de 2026.
- Garantia de Abono: A administração municipal assumiu o compromisso formal de não efetuar descontos salariais ou punições administrativas na folha de pagamento dos servidores que aderiram aos dias de paralisação.
A contraproposta anterior do Palácio do Bom Conselho previa somente 2,5% condicionados para o ano de 2027, divididos entre janeiro e março daquele ano, enquanto o sindicato reivindicava inicialmente a reposição integral de 9,43% acumulada nos últimos dois anos sem revisões contratuais.

