greve dos cobradores e motoristas de ônibus em são josé dos campos e jacareíFoto: Divulgação
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Os motoristas e cobradores de ônibus do transporte coletivo urbano de São José dos Campos e Jacareí decretaram estado de greve em meio a um impasse nas negociações da campanha salarial com as empresas do setor. A medida, que sinaliza o estado de alerta e a disposição para futuras mobilizações pela categoria, foi aprovada na última sexta-feira (12), em assembleia geral realizada na sede do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba.

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A decretação ocorre após os trabalhadores avaliarem que a contraproposta apresentada pelas concessionárias de transporte público não atende satisfatoriamente às reivindicações da pauta profissional. Caso as próximas rodadas de conversação direta não avancem em direção a um acordo mútuo, o sindicato estuda a realização de assembleias pontuais nos portões das garagens das empresas antes do início dos turnos de trabalho, o que poderá retardar a saída da frota de veículos para as ruas a partir desta semana.

Divergência de Índices e Reivindicações

O nó cego que trava o fechamento do acordo coletivo de trabalho está fixado na divergência entre o ganho real salarial solicitado pelos trabalhadores e a margem de reajuste econômico oferecida pelas empresas representadas pelo sindicato patronal.

  • A Proposta da Categoria: Os funcionários do transporte exigem uma recomposição correspondente a 100% da inflação acumulada no período (calculada em 4,11%) somada a um acréscimo de 6% a título de aumento real de salário. A pauta de reivindicações também cobra a aplicação proporcional desses reflexos nos benefícios sociais concedidos aos profissionais.
  • A Oferta das Empresas: Do outro lado da mesa, as empresas de ônibus ofereceram uma proposta de reajuste linear fixada em 4,20%. O índice oferecido cobre a inflação oficial do ciclo corrente e concede uma diferença marginal de 0,09 ponto percentual acima do índice inflacionário verificado, montante considerado insuficiente e rejeitado pela categoria.

Riscos para a População e Passageiros

O principal ponto de atenção para os milhares de usuários que dependem diariamente do sistema de transporte nas duas cidades paulistas reside na potencial instabilidade operacional decorrente de novos atos políticos e sindicais.

A representação sindical salienta que o estado de greve não representa uma paralisação geral de caráter imediato, funcionando apenas como uma sinalização formal de prontidão para a greve legalizada. Contudo, o risco iminente de atrasos operacionais crônicos nas primeiras horas do dia é real caso novas rodadas de diálogo terminem sem consenso. A Busvale, entidade que representa institucionalmente as concessionárias locais, foi consultada pela reportagem sobre as tratativas de custos, mas não encaminhou manifestação oficial sobre as negociações até a publicação deste texto.

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By Redação Inside

Redação Editorial do Portal Inside