O prefeito de Taubaté, Sérgio Victor (Novo), subiu o tom contra o movimento grevista do funcionalismo público e afirmou que a paralisação vem sendo instrumentalizada por opositores. Durante a apresentação do balanço financeiro do município na última sexta-feira (12), o chefe do Executivo declarou que partidos políticos estão utilizando as manifestações dos trabalhadores como “palco” para antecipar as discussões do período eleitoral.
Você já faz parte do nosso canal no WhatsApp? Por lá, compartilhamos conteúdos exclusivos, avisos importantes e tudo o que você precisa saber de um jeito rápido e prático.
Vem com a gente: Clique aqui e participe!
Sérgio Victor apontou a presença de bandeiras partidárias e o financiamento de estruturas de som, como caminhões, para embasar a tese de interferência política. Segundo o mandatário, siglas de esquerda e parcelas que se intitulam de direita articulam as ações para desestabilizar o governo municipal. Ele ponderou que o pleito por reajuste salarial é um direito legítimo do funcionalismo, mas reforçou que o Palácio do Bom Conselho atingiu o limite de sua capacidade orçamentária.

Impacto nos Serviços e Impasse de Valores
A greve, iniciada no dia 2 de junho, tem gerado reflexos diretos no atendimento à população, com maior índice de adesão registrado em unidades básicas de saúde, postos de assistência social e na rede municipal de ensino. O prefeito alegou que o sindicato não está cumprindo a determinação judicial que exige a manutenção de 70% do contingente de trabalhadores em atividade para garantir serviços essenciais.
O distanciamento entre as propostas das duas frentes expõe a complexidade das negociações:
- Pleito dos Servidores: A categoria exige uma reposição imediata de 9,43% nos salários.
- Proposta da Prefeitura: Oferece um reajuste de 2,5% parcelado para o início de 2027 (sendo 1% em janeiro e 1,5% em março), além do aumento do vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 844,56, com início previsto para setembro deste ano.
Posicionamento do Sindicato e Mediação Judicial
Em nota oficial, o Sindicato dos Servidores Municipais de Taubaté (Sindserv) rebateu as declarações do prefeito, informando que a categoria rejeitou em assembleia a proposta apresentada pelo Executivo e manteve a mobilização. A entidade sindical reforçou que os trabalhadores continuam focados na pauta de reivindicações econômicas e trabalhistas.
Uma tentativa de desfecho para o impasse ocorrerá na próxima segunda-feira (15). O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) convocou uma audiência de conciliação presencial entre representantes da Prefeitura e da diretoria do Sindserv. A reunião jurídica buscará estabelecer um meio-termo para encerrar a paralisação, sob a vigência da liminar que prevê multa diária de R$ 20 mil ao sindicato em caso de descumprimento dos percentuais mínimos de trabalho.

