Um adolescente de 17 anos está sendo investigado pela Polícia Civil sob a suspeita de atear fogo em um imóvel residencial no município de Potim, no Vale do Paraíba. O caso de ato infracional análogo ao crime de incêndio foi registrado na noite de sexta-feira (6), em uma residência localizada na Rua José Batista da Silva, no bairro Vila Olívia. Segundo o boletim de ocorrência, o sinistro ocorreu logo após uma briga pública e uma ameaça verbal direcionada às vítimas.
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De acordo com os relatos das vítimas colhidos no documento policial, os moradores mantinham uma relação de amizade com o adolescente e chegaram a residir juntos no mesmo endereço. O vínculo de convivência foi rompido após um desentendimento doméstico motivado pela intenção do menor de guardar no imóvel uma motocicleta. Segundo o que o próprio adolescente teria confidenciado aos moradores, o veículo em questão era produto de crime.
Provocação, Luta Corporal e Ameaça
Antes do início do incêndio, o adolescente suspeito localizou uma das vítimas em um espaço público de Potim e iniciou uma série de provocações. Conforme o registro policial, o menor retirou um facão que carregava na cintura e desafiou o jovem para um confronto físico. Ambos entraram em luta corporal, e a vítima conseguiu desarmar o agressor durante a briga.
Ao deixar o local da confusão, o adolescente proferiu uma ameaça explícita contra os moradores: “vocês vão acordar debaixo de cinza”. Temendo que o suspeito cumprisse a promessa de incendiar o imóvel, as vítimas retornaram rapidamente para a residência e, ao chegarem ao endereço, constataram que a casa já estava tomada pelas chamas. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados imediatamente para conter o fogo.
Danos Materiais e Procedimentos Periciais
A ocorrência foi inicialmente apresentada no plantão da Delegacia de Aparecida e, posteriormente, encaminhada para a delegacia da área de Potim, que assumirá a condução das investigações. O boletim de ocorrência detalhou que o fogo provocou a destruição de documentos pessoais dos moradores e de um aparelho de telefone celular, além de gerar um risco coletivo manifesto para a vizinhança.
A equipe de perícia técnica do Instituto de Criminalística foi acionada para inspecionar o local. Contudo, em razão de dificuldades técnicas e de condições de segurança no período noturno, os trabalhos de campo ficaram agendados para o dia seguinte. O laudo pericial final será peça fundamental no inquérito para determinar formalmente a origem exata das chamas, a extensão real dos danos estruturais provocados no patrimônio e se houve o emprego de algum tipo de combustível ou material inflamável para acelerar o fogo. A Polícia Civil informou que iniciará a oitiva de testemunhas e buscará imagens de segurança da região para esclarecer a dinâmica dos fatos.

