Em uma decisão que marca o segundo capítulo jurídico do caso Leonardo Bonafé, o Tribunal do Júri de Taubaté absolveu, nesta quinta-feira (23), o homem de 42 anos acusado de integrar o plano de execução do jovem advogado. O réu, conhecido como “Crisinho”, era apontado pelas investigações da Polícia Civil como o motorista do veículo utilizado no crime e o responsável pela logística que permitiu o ataque no Parque Três Marias, em agosto de 2024.
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Suspeita de erro na votação e possível anulação
O desfecho do julgamento, no entanto, veio acompanhado de uma polêmica técnica que pode mudar os rumos do processo. O Ministério Público levantou uma questão de ordem afirmando que houve um erro material durante a votação secreta: uma das juradas teria depositado seu voto de forma equivocada na urna. Essa alegação de irregularidade no procedimento de apuração abre brecha para que a promotoria peça a anulação total do júri desta quinta-feira.
Se a Justiça acatar o recurso baseado nessa falha de rito, um novo julgamento deverá ser agendado. Caso contrário, esta se torna a terceira absolvição no caso, já que em setembro de 2025 outros dois acusados também foram inocentados por um corpo de jurados.
Relembre o caso
Leonardo Bonafé, de apenas 25 anos, foi executado a tiros no dia 28 de agosto de 2024, no momento em que chegava para trabalhar no escritório de sua família. O crime chocou o setor jurídico da região pela frieza da ação. O carro usado pelos atiradores foi encontrado incendiado em uma estrada rural horas depois, em uma clara tentativa de destruir provas. A investigação sempre defendeu que o homicídio foi fruto de um planejamento detalhado com divisão de tarefas entre executores e intermediários.

