O Domingo de Páscoa (5) transformou o Santuário Nacional de Aparecida em um cenário de profunda devoção e esperança. Milhares de fiéis vindo de diversos estados do Brasil participaram da tradicional Procissão da Ressurreição, que teve início às 6h30 na Nave Norte, seguida pela Missa Solene. As celebrações deste ano reforçaram a mensagem central da liturgia cristã: a de que o amor de Deus é a força definitiva capaz de vencer o mal e o pecado.
Símbolos e fé nas aparições de Cristo
Durante o trajeto até a Tribuna Papa Bento XVI, os devotos acompanharam o Círio Pascal e a imagem de Cristo Ressuscitado ao som de cânticos como “Ele Vive”. A reflexão proposta pelo Santuário destaca que a ressurreição não é apenas um evento histórico, mas uma realidade que se manifesta no cotidiano. Assim como nas passagens bíblicas onde Jesus apareceu em refeições ou caminhadas, a Igreja convida o fiel a enxergar a presença do Ressuscitado nas situações comuns da vida, marcando o início de "novos tempos".

Na homilia da missa das 8h, presidida por Dom Orlando Brandes, o padre Renan Rangel enfatizou que a Páscoa de Jesus é, essencialmente, a Páscoa de cada cristão. O celebrante exortou a multidão a não permitir que a tristeza ou a desgraça roubem a alegria da fé. A mensagem principal transmitida aos devotos foi a de que o túmulo vazio é a prova de que a morte não tem a última palavra e que a vida de cada pessoa, inspirada pelo exemplo divino, não pode ser perdida.
Participação e renovação da esperança
A emoção tomou conta de casais e famílias que viajaram longas distâncias para vivenciar o momento na Capital Mariana. O encerramento das atividades matinais contou com uma mensagem do irmão redentorista Alan Zuccherato, que incentivou os devotos a serem testemunhas alegres da ressurreição. O simbolismo da luz, representado pela chama do Círio acesa em toda a Igreja, serviu como o grande guia para os fiéis que agora retornam aos seus lares com a missão de propagar a paz e a saúde como bens necessários para uma vida digna.

