Uma moradora de 48 anos acionou a Polícia Militar na noite de sábado (4) após ser agredida pelo próprio filho, de 23 anos, no Conjunto Habitacional Dom Pedro 2º, na região sul de São José dos Campos. O caso, registrado como violência doméstica, expõe um histórico de abusos físicos e psicológicos dentro do ambiente familiar. A vítima apresentava lesões visíveis no rosto e nos membros inferiores no momento da chegada dos policiais.
Histórico de violência e dependência química
De acordo com o depoimento prestado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a vítima relatou que as agressões são recorrentes e incluem socos, chutes e ameaças de morte. A mulher destacou que o comportamento agressivo do jovem é potencializado pelo uso frequente de álcool e substâncias entorpecentes. O medo constante de um desfecho fatal levou a mãe a solicitar medidas protetivas de urgência durante o plantão deste domingo (5).
O suspeito, que não ofereceu resistência à prisão, apresentou uma versão divergente aos investigadores. Ele alegou que os ferimentos na mãe teriam ocorrido durante uma discussão com terceiros, na qual ela teria tentado intervir. O jovem admitiu estar sob efeito de substâncias no momento do conflito e citou um suposto abalo emocional recente como justificativa para o estado de agitação.
Procedimentos legais e apoio à vítima
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que prioriza o deferimento das medidas protetivas para afastar o agressor do convívio domiciliar. A vítima foi orientada sobre os serviços de acolhimento disponíveis na rede municipal de proteção à mulher em São José dos Campos. O histórico de boletins de ocorrência anteriores, citados no relato da mãe, será analisado para fundamentar o inquérito por lesão corporal e ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha.

