Mais de um ano após a inauguração das novas pistas do Viaduto do Barreiro, entregues em dezembro de 2024, quem trafega pelo km 117 da via Dutra se depara com um cenário de desleixo. No vão central entre as modernas estruturas duplicadas, o antigo viaduto Juscelino Kubitschek continua de pé, desativado e sem qualquer utilidade, transformando-se em um monumento à ineficiência logística e visual na entrada de Taubaté.
A permanência da estrutura antiga levanta questionamentos sobre a responsabilidade da remoção. Se por um lado a CCR RioSP detém a concessão da rodovia e executou as obras de duplicação, por outro, a integração com o sistema viário municipal exige uma coordenação direta com a Prefeitura de Taubaté. A falta de um cronograma claro para a demolição ou reaproveitamento daquela área central evidencia uma falha de planejamento que ignora a estética urbana e a segurança, uma vez que estruturas abandonadas podem se tornar focos de degradação.

É inadmissível que um investimento milionário em mobilidade urbana seja entregue "pela metade", mantendo um esqueleto de concreto condenado dividindo as pistas. A retirada do antigo viaduto não é apenas uma questão de estética, mas de conclusão efetiva de uma obra que se diz moderna. A omissão das autoridades e da concessionária em resolver o destino daquela estrutura obsoleta é um desrespeito ao contribuinte que paga pedágio e impostos esperando uma rodovia de primeiro mundo, sem "puxadinhos" ou heranças de concreto esquecidas no caminho.

