A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo confirmou o afastamento de um aluno suspeito de violentar uma colega de classe, de 16 anos, dentro de uma escola estadual de ensino integral em Taubaté. O crime teria ocorrido na última terça-feira (17), durante o horário de intervalo, após o jovem supostamente trancar a sala de aula para cometer o abuso. A vítima relatou à Polícia Militar que foi forçada a manter conjunção carnal e apresentava dores físicas e forte abalo emocional no momento do registro da ocorrência.
Logo após a denúncia, a gestão da unidade escolar acionou o Conselho Tutelar e os responsáveis pelos envolvidos. Equipes do programa Conviva-SP, que inclui psicólogos especializados em proteção escolar, foram deslocadas para a unidade para oferecer suporte à adolescente e orientar os profissionais da escola. A pasta estadual declarou que repudia qualquer forma de abuso e que o afastamento do estudante permanecerá em vigor até que as determinações dos órgãos de segurança e da Justiça sejam cumpridas.
O caso está sob investigação rigorosa da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Taubaté. Segundo o advogado da vítima, Isaac Rotband, a jovem passará por uma "escuta especializada" — um depoimento em vídeo conduzido por profissionais treinados para evitar a revitimização e preservar a integridade das provas. Devido à natureza do crime e ao fato de envolver menores de idade, o processo tramita sob segredo de Justiça, garantindo o sigilo absoluto sobre a identidade dos estudantes e da instituição de ensino.
A adolescente foi encaminhada ao Pronto Socorro de Ginecologia e Obstetrícia de Taubaté para a realização dos protocolos médicos de emergência, que incluem exames periciais e medicação profilática. A Polícia Civil agora aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) para dar prosseguimento ao inquérito. A ocorrência levanta questionamentos sobre a supervisão dos alunos durante os intervalos em escolas de tempo integral, onde a permanência dos estudantes nos prédios é constante ao longo do dia.

