O cenário para a sucessão na Reitoria da Universidade de Taubaté (Unitau) foi oficialmente desenhado com a inscrição de apenas três chapas para o pleito de 2026. A autarquia municipal, que é um dos maiores pilares educacionais e econômicos da cidade, terá seu destino decidido por meio de uma lista tríplice que será encaminhada ao Palácio do Bom Conselho. O processo eleitoral da Unitau possui uma dinâmica específica: a comunidade acadêmica (professores, alunos e funcionários) participa, mas a palavra final cabe legalmente ao chefe do Executivo. O prefeito Sérgio Victor (Novo) será o responsável por escolher a dupla que comandará a instituição pelos próximos quatro anos. A disputa ocorre em um momento de desafios para a universidade, que busca modernizar sua estrutura e manter a relevância acadêmica frente à crescente oferta de cursos privados na região do Vale do Paraíba.
Confira as composições das chapas inscritas:
- Chapa 1: Letícia Maria Pinto da Costa (reitora) e Alexandre de Paiva Luciano (vice-reitor);
- Chapa 2: Ana Paula Lima Guidi Damasceno (reitora) e Amanda Romão de Paiva (vice-reitora);
- Chapa 3: Marcos Roberto Furlan (reitor) e Ivair Alves dos Santos (vice-reitor).
Historicamente, a formação da lista tríplice é o passo que antecede a decisão política. Embora a tradição acadêmica costume valorizar a chapa mais votada, o prefeito tem a prerrogativa jurídica de escolher qualquer um dos três nomes apresentados pela Comissão Especial Eleitoral. Esse modelo de nomeação para autarquias municipais de ensino é comum em instituições como a Unitau e a Unitau de São José dos Campos, visando alinhar as diretrizes da universidade com o planejamento estratégico da prefeitura. Agora, as chapas seguem para o período de campanha interna, onde devem apresentar propostas sobre gestão financeira, expansão de bolsas e melhorias na infraestrutura dos campi espalhados por Taubaté.

