Em seu primeiro pronunciamento oficial como líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei adotou um tom de desafio extremo contra os Estados Unidos e Israel nesta quinta-feira (12). Por meio de uma mensagem lida na TV estatal, o sucessor de Ali Khamenei confirmou que o Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial — continuará bloqueado enquanto durarem as hostilidades contra o território iraniano.
Mojtaba assumiu o cargo há apenas quatro dias, em meio a um cenário de guerra e luto pessoal, após perder o pai, a mãe e a esposa em ataques iniciais atribuídos à coalizão americano-israelense. Sua nomeação sinaliza que o regime de Teerã não pretende recuar, unindo o apoio da Guarda Revolucionária e da elite religiosa para intensificar o que chamam de "eixo da resistência".
Os pontos centrais do pronunciamento
A mensagem de Mojtaba, estruturada em sete tópicos, mistura retórica religiosa com ameaças estratégicas diretas:
- Bloqueio Energético: A manutenção do fechamento de Ormuz empurrou o preço do barril de petróleo para acima de US$ 120, gerando instabilidade econômica global.
- Novas Frentes de Guerra: O líder afirmou que o Irã estuda atacar o "inimigo" em áreas onde ele é "altamente vulnerável" e possui pouca experiência.
- Ultimato aos Vizinhos: Khamenei exigiu que os países do Golfo fechem imediatamente as bases militares americanas em seus territórios, chamando a proteção dos EUA de "mentira".
- Promessa de Vingança: O aiatolá destacou que a retaliação pelas mortes de sua família e pelos ataques a infraestruturas iranianas, como escolas, é prioridade máxima.
Reações Internacionais e Impacto no Mercado
A postura do novo líder iraniano gerou respostas imediatas nas grandes potências:
- Estados Unidos: Donald Trump afirmou que a alta dos preços beneficia os EUA como produtores, mas que o foco total é impedir que o Irã obtenha armas nucleares.
- Agência Internacional de Energia: Liberou 400 milhões de barris de reservas estratégicas para tentar conter a inflação do combustível, sem sucesso imediato.
- Israel: Segue com operações militares, alegando que o Irã continua desenvolvendo capacidades nucleares em centrais atacadas recentemente.

