O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi definido por sorteio nesta quarta-feira (11) como o relator da ação que solicita a abertura da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. O pedido, protocolado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), busca investigar possíveis irregularidades na aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
A escolha de Toffoli ocorre em um momento de sensibilidade jurídica, apenas um mês após o magistrado ter se afastado voluntariamente de outras investigações que envolviam a mesma instituição financeira. O sistema da Corte já oficializou a relatoria, mas o ministro ainda poderá se declarar impedido ou suspeito conforme o processo avance formalmente em seu gabinete.
Histórico de suspeição e relação com o caso
O sorteio coloca Toffoli novamente frente a um caso que gerou controvérsia sobre sua imparcialidade no início do ano:
- Afastamento em Fevereiro: O ministro deixou a relatoria de inquéritos sobre o Master após revelar que possuía participação societária em uma empresa que vendeu parte de um resort ao grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
- Menção em Relatório da PF: Dados extraídos do celular de Vorcaro mencionavam o nome do ministro, o que reforçou os questionamentos éticos na ocasião.
- Cenário Atual: Daniel Vorcaro foi preso novamente na semana passada durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça.
Enquanto Toffoli assume esta nova frente sobre a CPI, a Segunda Turma do STF se prepara para julgar, a partir de sexta-feira (13), a manutenção das decisões de Mendonça no âmbito criminal do caso.

