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O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixará a Penitenciária 2 de Potim, no Vale do Paraíba, ainda nesta semana. A decisão foi tomada na noite desta quinta-feira (5) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que acatou um pedido da Polícia Federal para transferir o investigado para a Penitenciária Federal de Brasília.

A remoção ocorre poucas horas após Vorcaro ter dado entrada na unidade de Potim, conhecida como o novo "presídio dos famosos". Segundo os investigadores, a permanência do banqueiro em um presídio estadual representaria um risco à segurança pública devido à sua "elevada capacidade de articulação e influência" em setores públicos e privados.


Razões da transferência e o peso das investigações

A decisão de Mendonça reflete a gravidade das evidências colhidas na terceira fase da Operação Compliance Zero:

  • Milícia Privada: O ministro citou indícios de que Vorcaro utilizaria uma estrutura de "milícia privada" para intimidar opositores e interferir em investigações oficiais.
  • Segurança Máxima: A transferência para o sistema federal visa garantir o isolamento necessário, dado que o banqueiro é suspeito de liderar um esquema bilionário de corrupção e lavagem de dinheiro.
  • Bloqueio de Bens: Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de até R$ 22 bilhões em ativos ligados ao grupo investigado.

A defesa de Daniel Vorcaro rebateu as alegações, afirmando que o empresário sempre colaborou com as autoridades e que a transferência é uma medida desproporcional, uma vez que ele nunca tentou obstruir a Justiça.

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, atual acadêmico de Direito na UNITAU, com atuação voltada à cobertura política e cotidiana do Vale do Paraíba e Nacional. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.