Guaratinguetá registrou o maior volume de chuva do estado de São Paulo entre a noite de quinta (5) e a madrugada desta sexta-feira (6). Com um acumulado de 150 milímetros em poucas horas — valor próximo à média esperada para todo o mês de março (163 mm) —, o município enfrenta uma crise com bairros submersos, famílias em abrigos e corte no abastecimento de água.
O transbordamento do Rio Piagui causou a situação mais crítica na região da Colônia do Piagui e no bairro Pilões, onde a água atingiu 2,5 metros de altura. Dez pessoas de quatro famílias foram resgatadas pela Defesa Civil e encaminhadas para a Escola Municipal André Freire, que foi transformada em abrigo provisório. Em razão do acolhimento, as aulas na unidade foram suspensas hoje.
Pontos de alagamento e interrupção de água
O temporal, que começou por volta das 20h de ontem, paralisou pontos estratégicos da cidade:
- Áreas Afetadas: Veículos ficaram submersos na Avenida Ministro Salgado Filho (Pedregulho). Houve registros graves também no Jardim Coelho Neto, Campo do Galvão e Beira Rio.
- Crise no Abastecimento: A SAEG informou que a casa de bombas da Estação de Tratamento de Água (ETA) foi inundada pelo Ribeirão Guaratinguetá. Com os equipamentos submersos, o sistema foi desligado para manutenção de segurança, interrompendo o fornecimento de água na maior parte da cidade.
- Alerta Geológico: O Cemaden emitiu um alerta de risco severo para deslizamentos de terra, orientado pela saturação do solo após o volume recorde de precipitação.
As equipes da prefeitura e da companhia de água trabalham na limpeza e avaliação dos danos nos equipamentos eletrônicos da ETA. A orientação é que a população economize a água disponível em reservatórios domésticos até a normalização do sistema.

