Foto: Reprodução/PMT

Uma tradição que atravessa séculos agora possui um selo oficial de originalidade. O trabalho das figureiras de Taubaté recebeu a Indicação de Procedência concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A decisão, publicada na última quarta-feira (18), reconhece formalmente a cidade como o berço autêntico das figuras modeladas em argila.

Na prática, o reconhecimento funciona como um certificado de origem e qualidade, protegendo o saber-fazer das artesãs e valorizando a produção local nos eixos de cultura, turismo e economia. O processo para obter essa chancela federal teve início em 2021, unindo esforços da Casa do Figureiro, prefeitura, Sebrae e instituições como o IFSP.

Séculos de história moldados à mão

A arte das figureiras é uma herança cultural que remonta ao século XVII, introduzida em Taubaté com a chegada dos frades franciscanos para a construção do Convento de Santa Clara. O que começou com a confecção de presépios evoluiu para a representação de temas folclóricos, sacros e cenas do cotidiano caipira.

O maior símbolo dessa tradição é o Pavão de Taubaté, peça icônica que, desde 1979, é oficialmente o símbolo do artesanato do Estado de São Paulo. Com o novo selo do INPI, as peças produzidas pelas figureiras ganham ainda mais peso no mercado artístico, garantindo que a técnica e a estética originais sejam preservadas para as futuras gerações.

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, com atuação voltada à cobertura política e midiática. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.