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Uma prática abusiva e recorrente voltou a gerar revolta entre banhistas na Praia do Tenório, em Ubatuba. Durante o feriado de Carnaval, um turista relatou ter sido intimidado ao tentar utilizar a faixa de areia com seu próprio guarda-sol. O caso, que viralizou nas redes sociais, reacendeu o debate sobre a ilegalidade da exigência de consumação mínima por quiosques e ambulantes para o uso de mesas, cadeiras e até do espaço público na orla.

O relato não é isolado. Em episódios semelhantes na mesma praia, funcionários de estruturas comerciais chegam a cobrar taxas para permitir a permanência de turistas. No entanto, em casos onde a fiscalização é mencionada, a postura dos estabelecimentos muda rapidamente, evidenciando a ciência de que a prática é irregular.

O que diz a Lei?

A Prefeitura de Ubatuba foi enfática ao afirmar que não autoriza nem compactua com qualquer tipo de consumação mínima nas praias. De acordo com a administração municipal:

  • Legislação: A prática viola a Lei Municipal nº 1.680/1997 e o Código de Defesa do Consumidor.
  • Espaço Público: A faixa de areia é de uso comum e ninguém pode ser impedido de instalar seu próprio equipamento ou ser obrigado a consumir para utilizar a estrutura de ambulantes autorizados.
  • Fiscalização: A Secretaria de Fazenda prometeu reforçar as vistorias na Praia do Tenório e em outros pontos críticos da orla após as denúncias.

Saiba como denunciar

A orientação para os banhistas que se sentirem lesados ou intimidados é não realizar o pagamento e formalizar a queixa nos canais oficiais:

  1. Procon Municipal: Para casos de relação de consumo abusiva.
  2. Fiscalização de Posturas: Pelo e-mail [email protected], para irregularidades envolvendo o uso do espaço público e ambulantes.

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, com atuação voltada à cobertura política e midiática. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.