O caso da idosa Maria da Silva de Siqueira, de 80 anos, moradora do bairro Brancas Nuvens, em Campos do Jordão, terminou em tragédia com a confirmação de sua morte após dias de internação. O principal suspeito do crime é o próprio filho, Carlos Alberto, de 45 anos, que cuidava da mãe sozinho no período em que as agressões teriam ocorrido. O caso, que agora segue sob investigação policial, expõe graves falhas no sistema de proteção ao idoso e denúncias de negligência por parte das autoridades locais.
A vítima foi levada a uma unidade de saúde em estado crítico, apresentando um quadro clínico que chocou os profissionais e parentes. Maria tinha múltiplos hematomas espalhados pelo corpo e marcas visíveis no pescoço, indicando um possível estrangulamento. Com a piora do estado de saúde, ela foi transferida para o Hospital Regional de Taubaté, onde exames mais detalhados comprovaram lesões gravíssimas. Segundo os relatos da família, esses laudos médicos apontavam sinais claros de abuso físico e violência severa.

Apesar da gravidade dos ferimentos, familiares denunciam que não houve uma resposta imediata das autoridades. A polícia só teria sido acionada formalmente na noite de sexta-feira, dia 6, e, de forma surpreendente, o chamado não teria ocorrido devido ao estado da idosa, mas sim por causa de um desentendimento entre os parentes no local. A demora na abertura de um inquérito e na aplicação de medidas restritivas contra o suspeito gerou revolta entre os entes queridos da vítima.
Carlos Alberto, o filho e cuidador, tornou-se o foco das atenções por ter sido a única pessoa com a idosa nas 36 horas que antecederam a internação. De acordo com os depoimentos, ele apresentou versões contraditórias sobre o que teria acontecido e chegou a abandonar a mãe no hospital, sem dar suporte ou explicações consistentes aos demais familiares. Mesmo com os indícios de violência, o suspeito permaneceu em liberdade enquanto o estado de Maria se agravava até o óbito.
O falecimento de Maria da Silva de Siqueira levanta um debate urgente sobre a eficácia dos protocolos de segurança para mulheres e idosos na região de Campos do Jordão. A família questiona por que, diante de sinais tão evidentes de agressão e laudos hospitalares alarmantes, não houve uma prisão imediata ou uma investigação célere para proteger a vítima enquanto ela ainda lutava pela vida. Agora, a busca por justiça se intensifica para que os responsáveis pela violência e pela suposta omissão no atendimento ao caso sejam devidamente punidos.
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