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Os novos dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) revelam um cenário alarmante para o Vale do Paraíba. O município de Lorena encerrou o ano de 2025 com a maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes de todo o estado de São Paulo, superando inclusive os índices da capital. Com 27 vítimas de homicídio doloso e uma de latrocínio, a cidade atingiu a marca de 31,8 mortes por 100 mil moradores, número muito acima da média estadual de 5,66.

A violência letal não é exclusividade de Lorena. O levantamento mostra que o Vale do Paraíba e o Litoral Norte concentram os pontos mais críticos do interior paulista. Cidades como Ubatuba e Cruzeiro também figuram no topo da lista, evidenciando uma crise de segurança que, segundo relatórios de inteligência, está diretamente ligada à disputa entre facções criminosas e à localização estratégica da região entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Comparativo da Violência Letal no Estado

Abaixo, os números que colocam a região no centro das atenções das autoridades de segurança:

Município/RegiãoVítimas (Homicídio + Latrocínio)Taxa por 100 mil hab.
Lorena2831,8
Ubatuba2626,9
Cruzeiro1824,0
Vale do Paraíba (Total)286Maior do Interior
Estado de SP (Média)-5,66

Cenário Regional e Interior

Ao comparar o Vale do Paraíba com outras regiões administrativas do interior, a disparidade é nítida. Enquanto o Vale registrou 286 mortes violentas, regiões populosas como Ribeirão Preto (211) e Campinas (193) mantiveram números significativamente menores. O alto índice de tentativas de homicídio (376 registros) também reforça a pressão sobre as forças policiais da região.

A SSP afirma que as operações integradas entre as polícias Civil e Militar, com apoio do BAEP e da ROTA, seguem intensificadas para combater o crime organizado e tentar reverter esses indicadores nos próximos meses.

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, com atuação voltada à cobertura política e midiática. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.