O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu os pilares de sua pré-campanha ao Palácio do Planalto, apostando na reciclagem de estratégias que levaram Jair Bolsonaro à vitória em 2018. O plano inclui a retomada de eventos de rua, como as motociatas, o uso intensivo de transmissões ao vivo (lives) e o foco em pautas conservadoras e de segurança pública.
Apesar da herança política, a equipe de Flávio, coordenada pelo senador Rogério Marinho, reconhece que o cenário de 2026 apresenta desafios inéditos. Entre os obstáculos estão o alcance digital menor do que o do ex-presidente (Flávio possui 8 milhões de seguidores no Instagram contra 27 milhões do pai) e uma fiscalização mais rigorosa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre desinformação e o uso de Inteligência Artificial.
Os Pilares da Campanha
A estratégia busca profissionalizar o "bolsonarismo" e corrigir falhas detectadas na eleição de 2022:
| Área de Foco | Estratégia Adotada |
| Pautas Ideológicas | Defesa da redução da maioridade penal e excludente de ilicitude. |
| Religião | Reforço da identidade cristã (viagem a Israel e batismo no Rio Jordão). |
| Geografia | Plano específico para ampliar a votação na região Nordeste. |
| Economia | Busca por um discurso mais técnico para atrair o setor produtivo. |
| Mobilização | Estímulo a doações pulverizadas (via PIX) e engajamento orgânico. |
Obstáculos e Rejeição
A viabilidade da candidatura de Flávio passa pela necessidade de reduzir sua rejeição, que hoje atinge 55% (segundo a última pesquisa Genial/Quaest). Setores da direita moderada ainda enxergam nomes como Tarcísio de Freitas como alternativas mais competitivas, mas o senador aposta na "lealdade total" à base bolsonarista para se consolidar como o único herdeiro viável. O primeiro grande evento de mobilização está previsto para ocorrer em São Paulo, logo após o retorno de sua agenda internacional.

