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A tensão nos Estados Unidos atingiu o ápice nesta sexta-feira (30) com a convocação de uma greve geral sob o lema "sem trabalho, sem escola e sem compras". O movimento, liderado por estudantes e organizações de direitos civis, exige a retirada imediata de agentes federais do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) do estado de Minnesota. A revolta se espalhou por cidades como Atlanta, Washington D.C. e Seattle, após ações violentas resultarem na morte de cidadãos americanos.

O estopim para a paralisação nacional foi o assassinato de Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos morto com dez disparos em Minneapolis no último dia 24, enquanto filmava uma abordagem do ICE. Ele é a segunda vítima fatal americana no mês; a primeira foi Renee Good, mãe de três filhos, morta em 7 de janeiro. Os casos geraram uma queda drástica na aprovação da política migratória de Trump, que agora enfrenta resistência até de senadores republicanos.

Cronologia da Crise em Minnesota

DataEventoImpacto
07/01Morte de Renee GoodInício dos protestos diários em Minneapolis.
23/011ª Greve Geral em MNFechamento de 700 empresas e ocupação de aeroportos.
24/01Morte de Alex PrettiEscalada da violência; vídeos desmentem versão oficial de legítima defesa.
29/01Recuo EstratégicoGoverno anuncia fim de batidas em larga escala e foca em operações "alvo".
30/01Paralisação NacionalGreves estudantis na Geórgia e protestos em frente ao Senado em D.C.

A resposta do governo Trump tem sido ambígua: enquanto Tom Homan prometeu reduzir a intensidade das batidas, manifestantes exigem o fim completo do financiamento do ICE. Em Minnesota, o governador democrata Tim Walz classificou as operações federais como "repugnantes" e orientou a população a continuar filmando os agentes para garantir provas contra abusos de autoridade.

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, com atuação voltada à cobertura política e midiática. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.