Foto: Reprodução/Jesse Nascimento - Vale 360 News

A tarde desta sexta-feira (30) foi de mobilização em Pindamonhangaba. Moradores e representantes de diversos bairros se reuniram em frente à prefeitura para protestar contra o reajuste do IPTU, que começou a valer este ano. A principal reclamação é o impacto da nova Planta Genérica de Valores (PGV), aprovada no fim de 2025, que deve aumentar o imposto de 96,7% dos imóveis da cidade.

O grupo exige a formação de uma comissão mista e a realização de novas audiências públicas para revisar os critérios de cobrança. Os manifestantes alegam que o reajuste, embora escalonado, é abusivo e não condiz com a realidade econômica de muitas famílias. Durante o ato, nomes do prefeito Ricardo Piorino e dos seis vereadores que votaram a favor da medida foram citados em tom de desaprovação.

Entenda o Aumento e a Transição

Para evitar um salto único no valor, a prefeitura criou uma regra de transição, mas que ainda assim gera revolta:

Regra de CálculoFuncionamento
EscalonamentoAumento de até 25% da diferença por ano (até 2029).
AbrangênciaAtinge cerca de 88 mil dos 91 mil imóveis cadastrados.
Justificativa OficialAtualização necessária após 32 anos sem revisão na planta.
Status na CâmaraVotação de taxa para terrenos adiada para terça-feira (03/02).

Pela manhã, uma tentativa de votar uma "taxa simbólica" para terrenos na Câmara foi adiada devido a uma emenda de última hora. Para os manifestantes, esse adiamento é uma manobra para ganhar tempo, enquanto a pressão popular só cresce. A prefeitura, por sua vez, montou guichês de atendimento para tirar dúvidas e afirma que a medida busca "justiça tributária".

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, com atuação voltada à cobertura política e midiática. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.