O Ministério das Cidades deve oficializar até o final desta semana o aumento das faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida. A principal mudança ocorre na Faixa 1, voltada para famílias de baixa renda, cujo teto passará dos atuais R$ 2.850 para R$ 3.200. A medida visa compensar a inflação e garantir que mais pessoas consigam o subsídio de até 95% do valor do imóvel.
Além da Faixa 1, a Faixa 2 também terá seu limite reajustado, subindo de R$ 4.700 para aproximadamente R$ 5.000. Essas alterações serão apresentadas ao Conselho Curador do FGTS no próximo mês para aprovação final. O governo também planeja corrigir em cerca de 4% o teto do valor dos imóveis em municípios do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, tabela que estava congelada há três anos.
Como ficam as faixas com o novo reajuste
Confira a projeção das novas regras que devem entrar em vigor em breve:
| Faixa | Renda Atual (Até) | Nova Renda (Prevista) | Principal Benefício |
| Faixa 1 | R$ 2.850 | R$ 3.200 | Subsídio de até 95% do imóvel. |
| Faixa 2 | R$ 4.700 | R$ 5.000 | Subsídio de até R$ 55 mil e juros baixos. |
| Faixa 3 | R$ 8.000 | R$ 8.000 | Juros reduzidos (sem subsídio direto). |
| Faixa 4 | R$ 12.000 | R$ 12.000 | Crédito facilitado para classe média. |
A ampliação do programa é vista como um movimento estratégico para atender a classe média baixa, que tem enfrentado dificuldades para acessar crédito imobiliário devido à escassez de recursos da poupança. Com a nova regra, o governo espera impulsionar o setor da construção civil e reduzir o déficit habitacional no país.

