A "Caminhada pela Justiça e Liberdade", liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), tornou-se alvo de uma ofensiva jurídica da base governista. Os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) protocolaram um pedido junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para suspender ou redirecionar o ato, alegando "risco iminente à vida" e à segurança viária na BR-040.
Os parlamentares petistas argumentam que a manifestação ocorre em uma rodovia de tráfego intenso sem comunicação prévia adequada, utilizando o acostamento de forma indevida e até realizando pousos de helicópteros nas margens da pista. O pedido também solicita que cópias do documento sejam enviadas a órgãos como o DNIT, ANTT e PGR para apuração de responsabilidades.
Os Argumentos em Disputa
| Lado A: Oposição (Nikolas Ferreira) | Lado B: Governo (PT) |
| Natureza: Manifestação constitucional, legal e pacífica. | Natureza: Situação irresponsável de risco à integridade física. |
| Comunicação: Afirma que as autoridades foram avisadas desde o 1º dia. | Comunicação: Alega falta de aviso prévio às autoridades competentes. |
| Objetivo: Liberdade para presos do 8/1 e para o ex-presidente Bolsonaro. | Objetivo do Pedido: Intervenção administrativa para evitar acidentes graves. |
| Resposta: Classifica a ação do PT como "afronta à democracia". | Resposta: Defende que o direito de manifestar não permite por vidas em risco. |
Destino Final: Praça do Cruzeiro
A caminhada, que saiu de Paracatu (MG) na última segunda-feira (19), tem previsão de chegada a Brasília neste domingo (25). O encerramento está marcado para as 12h, na Praça do Cruzeiro. Nikolas Ferreira ironizou a mudança de postura da oposição, afirmando que o movimento, antes chamado de "esvaziado" pelos adversários, agora é tratado como "urgência nacional".
A PRF ainda não emitiu uma decisão oficial sobre a restrição do movimento na rodovia. Enquanto isso, o grupo segue avançando pelo acostamento da BR-040 sob monitoramento.

