Foto: Reprodução/BBC - Monika Ghosh

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início a uma série de rodadas diplomáticas com líderes internacionais para decidir sobre o ingresso do Brasil no Conselho de Paz. O grupo, criado pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (21), tem como objetivo intermediar o conflito entre Israel e Hamas, além de supervisionar o plano de reconstrução da Faixa de Gaza.

De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto e do Itamaraty, o governo brasileiro prefere tomar uma decisão conjunta com outros países convidados. Entre quarta e quinta-feira, Lula realizou ligações estratégicas para os líderes da Turquia, Índia e Autoridade Palestina, discutindo o cenário de cessar-fogo e a viabilidade da proposta norte-americana.

A agenda de conversas internacionais

O Brasil busca alinhar sua posição com nações que defendem uma reforma nas instituições internacionais e um papel mais ativo na reconstrução humanitária:

Líder ContatadoPaís / RepresentaçãoPauta da Conversa
Recep Tayyip ErdoganTurquiaEsforços de paz e convite comum ao Conselho.
Narendra ModiÍndiaReforma da ONU e situação humanitária em Gaza.
Mahmoud AbbasPalestinaReconstrução de Gaza pós-conflito.

Reforma da ONU em pauta

Um dos pontos centrais abordados por Lula em sua conversa com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, foi a necessidade de uma reforma ampla no Conselho de Segurança da ONU. O Brasil defende que grupos como o Conselho de Paz não devem substituir a autoridade das Nações Unidas, mas sim atuar de forma complementar para garantir a estabilidade na região.

Ainda não há um prazo oficial para a resposta definitiva do Brasil ao convite dos EUA, mas a expectativa é que o posicionamento seja anunciado após novas consultas com membros do G20.

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, com atuação voltada à cobertura política e midiática. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.