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A política fluminense vive um momento de incertezas sobre a linha sucessória no Palácio Guanabara. Com a possibilidade de o atual governador, Cláudio Castro (PL), deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026, o estado pode passar por uma transição atípica. A renúncia, prevista para ocorrer até abril, levanta questionamentos sobre quem assumirá o comando do Poder Executivo.

Atualmente, o cargo de vice-governador está vago. Thiago Pampolha, o substituto direto, deixou a função em maio de 2025 para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Seguindo a ordem sucessória, o cargo deveria ser ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). No entanto, Rodrigo Bacellar (União Brasil) encontra-se afastado de suas funções após ter sido preso pela Polícia Federal em dezembro e agora cumprir pena em liberdade.

O papel do Tribunal de Justiça e a Eleição Indireta

Diante deste cenário, o terceiro nome na linha de sucessão, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJRJ), surge como o nome apto para assumir o governo. Caso a sucessão chegue a ele, Couto terá a responsabilidade de convocar e coordenar uma eleição indireta. Nesse processo, os deputados da Alerj votarão para escolher um "governador-tampão", que administrará o estado até 31 de dezembro de 2026.

Movimentações nos Bastidores

Diversos grupos políticos já articulam nomes para essa possível eleição indireta. O PT estuda lançar André Ceciliano, ex-presidente da Alerj e atual secretário federal, com o objetivo de fortalecer a imagem do governo federal no Rio. Por outro lado, Cláudio Castro sinaliza apoio a Nicola Miccione, atual secretário da Casa Civil, ou a Douglas Ruas, secretário das Cidades. A diferença estratégica é que Miccione não disputaria a reeleição em outubro, enquanto Ruas é visto como um nome com potencial eleitoral para o pleito oficial.

Enquanto isso, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), observa o cenário. Já confirmado como pré-candidato ao governo nas eleições diretas de outubro, Paes mantém cautela sobre suas alianças nacionais, monitorando como a escolha do governador-tampão pode influenciar o equilíbrio de forças no estado durante o ano eleitoral.

By Daniel Araújo

Daniel Araújo, conhecido como Danielzinho, acompanha e analisa tudo o que acontece na capital e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, desde o cenário político até as principais notícias do dia a dia.