Pela primeira vez em 40 anos, Portugal terá um segundo turno para decidir quem será o próximo Presidente da República. No pleito realizado neste domingo (18), o candidato do Partido Socialista (PS), António José Seguro, e o líder da direita (Chega), André Ventura, garantiram as duas vagas para a votação decisiva, que ocorrerá no dia 8 de fevereiro.
Com a apuração concluída no território nacional, Seguro ficou a frente com pouco mais de 31% dos votos, enquanto Ventura superou os adversários de centro-direita para assegurar o segundo lugar.
Resultados oficiais do 1º Turno
A votação mostrou uma fragmentação do eleitorado português, com a seguinte distribuição entre os principais nomes:
| Candidato | Partido / Aliança | Percentual (%) | Votos (aprox.) |
| António José Seguro | Partido Socialista (PS) | 31,1% | 1,68 milhão |
| André Ventura | Chega (CH) | 23,5% | 1,26 milhão |
| João Cotrim de Figueiredo | Iniciativa Liberal (IL) | 16,0% | 865 mil |
| Henrique Gouveia e Melo | Independente | 12,3% | 665 mil |
| Luís Marques Mendes | Apoio PSD/CDS-PP | 11,3% | 610 mil |
Os perfis em disputa
- António José Seguro (PS): Focou sua campanha na estabilidade institucional e na moderação. Após o resultado, recebeu o apoio de siglas de esquerda para "barrar o avanço do radicalismo". É o favorito nas projeções para o segundo turno.
- André Ventura (Chega): Baseou seu discurso no combate à corrupção e em ataques diretos à imigração, utilizando o lema "Deus, Pátria, Família e Trabalho". Ventura teve um desempenho expressivo entre os portugueses que vivem no exterior, especialmente no Brasil.
O cenário para o dia 8 de fevereiro
As pesquisas de intenção de voto realizadas logo após a apuração indicam que Seguro possui uma vantagem confortável, podendo atingir até 66% dos votos válidos, devido à alta rejeição de Ventura entre os eleitores de centro e esquerda. No entanto, o foco agora se volta para os eleitores de Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes, que juntos somam quase 30% dos votos e ainda não definiram um apoio formal.
O vencedor substituirá Marcelo Rebelo de Sousa e terá o poder de dissolver o Parlamento e vetar leis, funções cruciais para a estabilidade do governo do primeiro-ministro Luís Montenegro.


